Leitura recomendada: Como evitar representações na OAB? Guia de ética e prevenção.
Quando a Representação Disciplinar ocorre? Quem pode apresentar?
A representação disciplinar é, em suma, o instrumento que permite apurar possíveis infrações éticas cometidas por advogados inscritos na Ordem dos Advogados do Brasil. Esse instrumento pode ser apresentado por:- Clientes
- Colegas de profissão
- Magistrados
- Membros do Ministério Público ou até mesmo instaurada de ofício pela própria OAB
Entenda mais sobre os Fundamentos legais da representação disciplinar na OAB com a Moura Meireles
A representação disciplinar contra advogado encontra respaldo direto na legislação que regula o exercício da advocacia no Brasil. O principal diploma normativo é o Estatuto da Advocacia e da OAB (Lei nº 8.906/1994), complementado pelo Código de Ética e Disciplina da OAB.Lei nº 8.906/1994 – Estatuto da Advocacia
Artigo 34
Define as infrações disciplinares, listando condutas que podem dar origem à representação, como:- Angariar ou captar causas de forma indevida
- Prejudicar, por culpa grave, interesse confiado ao advogado
- Locupletar-se, por qualquer forma, à custa do cliente
Artigo 35
Prevê as sanções disciplinares aplicáveis ao advogado, que podem variar conforme a gravidade da conduta: A leitura conjunta dos artigos 34 e 35 permite compreender a proporcionalidade adotada no julgamento ético-disciplinar.Artigo 70
Estabelece que o advogado está sujeito a processo disciplinar, assegurando o contraditório e a ampla defesa, princípios essenciais para a legitimidade do procedimento. Esse dispositivo reforça que a representação contra advogado não implica condenação automática, mas sim a abertura de um procedimento formal de apuração.Defesa contra representação disciplinar na OAB: quais cuidados essenciais o advogado deve tomar?
A defesa contra representação disciplinar na OAB exige uma abordagem estratégica, técnica e prudente. Não se trata apenas de responder aos fatos narrados, mas de contextualizar a atuação profissional à luz das normas éticas e da realidade da advocacia. Alguns cuidados são fundamentais:- Análise detalhada da representação, identificando inconsistências e excessos.
- Organização documental, com contratos, comunicações e registros que comprovem a regularidade da atuação.
- Uso adequado da legislação e precedentes éticos, fortalecendo a argumentação.
- Postura técnica e respeitosa, evitando manifestações emocionais ou defensivas em excesso.
